América Macanuda

10/11/2009 por Chico Cougo

(Fonte: América Macanuda)PORTO ALEGRE (aqui, segue firme!) – Senhoras e senhores, apresento minha mais nova empreitada blogosférica: América Macanuda. Sim, um novíssimo blog saindo do forno. Outro? – perguntará o nobre leitor. Sim, outro.

Faz tempo que meu terceiro filho, ops, digo blog, vem sendo produzido. Na verdade, toda aquela minha cobertura do inesquecível show de Soledad me despertou para a idéia de que existem poucos espaços na Internet brasileira voltados à discussão e divulgação da canção regional sul-americana. O América Macanuda é, por assim dizer, um barcão, uma arca que pretendo preencher com essa gente boa da Argentina, Uruguai, Paraguai e do sul do Brasil. Uma idéia meio louca e ousada, como quase todas as minhas idéias, mas ainda assim viável.

América Macanuda já está lá, embora com poucas atrações. Blog é um negócio que não surge do dia para a noite e muito menos fica popular rapidamente. Assim, aos poucos, vou ajeitando o que for necessário, postando com regularidade e dando forma à coisa.

Bem, algumas considerações importantes. Primeiro, o América Macanuda não suplanta o Memórias do Chico. Ao contrário. Aqui, sigo nos meus devaneios pessoais, nas minhas implicações e papagaiadas já conhecidas. Lá, faço o espaço dos artistas, dos discos, da música. Seguirei postando em ambas as páginas.

Até porque gosto muito de blogs. A coisa começou há três anos, quando surgiu o Revivendo Teixeirinha (que hoje não recebe mais atualizações), uma página que já ostenta quase 100 mil visitas. Depois veio o Memórias, que já vai a heróicos 24 mil acessos. Agora chegou a vez de falar dessa arte que tanto me seduz, a música que escuto cada vez mais.

Outra: América Macanuda é a primeira concretização do meu “Projeto 2010”, isto é, investir naquilo que me dá tesão e recompensas bacanas. A Internet, digam o que disserem, é o maior barato, me permite escrever e explorar toda a minha criatividade, não tolhe os meus pensamentos e me abre mil portas. Enquanto o meio acadêmico – para ficar no meu exemplo mais palpável – é nutrido pela imbecilidade e competição irascível de quase todos que o habitam, não permitindo que se crie nada de realmente novo e nem que se invista na produção como algo a ser explorado e espalhado (a maioria dos trabalhos apodrecem nas bibliotecas, sendo lidos por meia dúzia de gatos pingados), a web revoluciona, abre portas, gera valorização e impulso. Vou investir cada vez mais na rede porque ela é o futuro. E este blog novo é parte disso.

Bueno, já falei demais. Agora deixo a vocês meu novo orgulhinho, o América Macanuda. Acessem, opinem, cliquem, descubram-no (embora ainda não haja tanto assim o que descobrir) e divirtam-se!

Papareias (7)

08/11/2009 por Chico Cougo

RIO GRANDE (sol, até que enfim) – Último dia de Rio Grande. Foi uma estada bastante calma, esta minha. Vi poucas pessoas, passei muito tempo em casa lendo coisas muito boas (todas elas, não por coincidência, sem qualquer relação com o mestrado) e, acima de tudo, pude descansar dos meus mil problemas, das minhas três mil e quinhentas inquietações e dos anseios e receios que estão logo ali, dobrando a próxima esquina.

Os últimos dois meses têm sido extremamente difíceis. Estou pré-depressivo, sofro de espasmos musculares horrorosos e me dá tristeza pensar em quase tudo o que me circunda. Minha carreira como historiador está chegando ao fim junto com a dissertação, tenho sofrido conseqüências irreparáveis com a vilania que impera no meio acadêmico e, agora, só me preocupo em terminar meu trabalho e conseguir um emprego – no tempo mais curto possível.

Mas não vou transformar tudo isso num cavalo de batalha. Já decidi. Não é a primeira vez que tenho crises e não será a última. Claro que já não tenho idade para aquelas retomadas idílicas, heróicas e cheias de otimismo, mas também não preciso viver na fossa. As soluções estão aí, embora lentas. Além disso, acho que estou dando um grande passo abandonando dogmas, sonhos e orgulhos. Largar a academia, algo que não me passava pela mente seis meses atrás, mas que hoje é uma decisão final e sem arrependimentos, é um exemplo de como tem me feito bem mudar de rumos.

Até o Natal pretendo concluir CantaMeuPovo. Não há porque esperar mais por isso. Tenho as fontes, minhas leituras estão quase completas e, a bem das verdades, faltam só alguns ajustes nos três primeiros capítulos e duas transformações mais profundas nos quarto e quinto. Pretendo passar Natal e Ano Novo na casa dos meus pais, aqui em Rio Grande, com minha dissertação pronta, na espera da banca (que só deve ocorrer em março ou abril, porque na gloriosa academia ninguém trabalha antes disso e eu também tenho uma bolsa para desfrutar, ainda mais depois de tanto trabalho e de ter ficado doente graças a esse mestrado).

Depois que a dissertação acabar e for defendida, o meu eu historiador deverá virar história. A menos, claro, que eu passe em algum concurso “da área” – coisa que será difícil, afinal, não estou lá muito inclinado a sofrer as agruras destas seleções de emprego que cheiram à marmelada de banana, como naquela música que abre o Sítio. A experiência da academia foi muito rica, o bastante para que eu a queira cada vez mais distante da minha vida. Em 2010, a ordem é trabalhar naquilo que renda dinheiro e que, de preferência, me dê tempo para pensar nos meus novos projetos (todos anti-acadêmicos, diga-se de passagem).

Estou me vendendo ao sistema, dirão os mais sonhadores. Sim, estou. O sistema me venceu, me mostrou que sem mutreta e falcatruagem não se vai muito longe no mundinho historiográfico. E, definitivamente, mutreta e falcatruagem não são coisas que eu saiba fazer. É por isso que estou saindo em busca de uma vida mais sistêmica mesmo. Carimbar papéis, ser caixa em algum banco, vendedor em alguma livraria, burocrata… Qualquer emprego que me garanta o suficiente em renda e o mínimo de preocupações. Foi-se o tempo de querer mudar o mundo. Infelizmente (ou felizmente, vai saber), a academia e os que a manipulam me fizeram perceber que é muito mais negócio ter um emprego qualquer que garanta aquela rendinha mensal e fique apenas dentro das quatro paredes do escritório, do que andar por aí, mendigando atenção, se especializando cada vez mais numa coisa que ninguém leva a sério, para, depois, bater em todas as portas de emprego possíveis, conseguir um lugar ao sol e desvendar o quão desprazeroso é ganhar pouco, lidar com alunos malcriados e desatentos e, pior do que isso, ter aquela terrível jornada dupla, sem finais de semana nem tempos para diversão mínima.

Vou abrir fora disso tudo o quanto antes e não me parece que vá me arrepender tão cedo.

Papareias (6)

08/11/2009 por Chico Cougo

RIO GRANDE (hora de vazar) – Ontem falei sobre o poderio da Rede Globo de Televisão e sobre como eu o percebo agora que li a autobiografia do homem que fez da emissora global a maior de todas – Walter Clark (foto). Escrevi o texto motivado pelas leituras que fiz, mas também porque aqui em Rio Grande eu assisto muito à televisão aberta, especialmente Globo, SBT e RedeTV! – os canais que a turma curte.

Sou um aficionado pelo tema e quando começo a ver TV logo me pipocam mil idéias. Acho que eu seria um competente “homem de televisão”, porque sempre pensei muito na forma como se produzem alguns programas. Se eu fosse diretor ou superintendente de alguma rede grande, gostaria de ser de qualquer uma, menos da Globo. Dirigir a Globo deve ser extremamente sem graça, tamanha a vantagem da emissora em relação às concorrentes. Estar no comando de uma RedeTV!, Band ou até da vultosa Rede Record – e todos os seus mundos e fundos vindos da Igreja Universal – deve ser muito mais emocionante.

Sendo um diretor de qualquer uma destas não-líderes, eu tentaria de todas as formas usar as armas da líder para vencer. A Record já faz isso há um tempo, mas tem muito dinheiro e poucos cérebros. Acho que a Globo – embora gigante, poderosa e competente – já não é todo aquele mar de rosas de outrora, tem uma programação cheia de falhas e só não perde preciosos pontos no IBOPE porque a concorrência é mesmo extremamente frágil.

Só esse fator explica, por exemplo, a hegemonia de um programa como o Globo Repórter, um dinossauro apresentado por Sérgio Chapellein, atração chata e sonífera das noites de sexta. Qualquer bom filme bem divulgado acaba com as fugas de ursos polares, os gritos do uirapuru e os chás que curam hemorróidas – para ficar em alguns temas clássicos do Globo Repórter. O SBT bem que tenta fazer isso, mas a Tela de Sucessos (sessão de filmes) entra tarde demais e chega pouco “aquecida” pelo baixo IBOPE da tenebrosa Vende-se um véu de noiva (isso é lá nome de novela!?).

A prova mais cabal de que a Globo tem uma programação com falhas está na atual hegemonia do Pânico na TV (humorístico da RedeTV!) sobre o outrora dono das noites de domingo, o Fantástico. O “show da vida” (que de fantástico mesmo só tem o nome) é outro programa global que caiu na mesmice, esgotou até as possibilidades de reciclagem e virou uma belíssima brecha para a guerrilha da concorrência. A diferença é que alguém está sabendo aproveitar essa brecha, pelo menos por enquanto.

Tem muita coisa que vai mal na Globo, mas quase todas elas seguem liderando, por que são divulgadíssimas, vão para o ar “sanduichadas” entre atrações de sucesso e enfrentam concorrência debilóide. Este é o caso dos programas Mais Você (de Ana Maria Braga), TV Globinho (até porque os desenhos da Globo são péssimos perto dos que estão em poder do SBT), Zorra Total, Turma do Didi (o humorismo mais “clássico” da Globo é, no mínimo, dispensável) e outros mais. Mesmo com programas de conteúdo monótono, a Globo segue “dando de prancha” nos concorrentes, com quase o dobro da audiência dos segundo e terceiro lugares somados! A emissora dos Marinho é competente, claro, mas lhe falta concorrência qualificada. É por isso, aliás, que eu acho bobagem falar que a Globo monopolizou a comunicação no Brasil. Isso aconteceu no México dos anos 1970, quando a Televisa era a única emissora do país. Mas não vejo monopólio algum aqui no Brasil, porque concorrência existe – e bastante. Ela apenas não faz a sua parte.

Talvez seja a hora de mudar a frase. A Globo não monopolizou a comunicação no Brasil. Monopolizou a qualidade da TV brasileira.

Papareias (5)

07/11/2009 por Chico Cougo

RIO GRANDE (quase indo) – Estou a poucas páginas do fim de O campeão de audiência, a autobiografia de Walter Clark, o já falecido gênio que criou o Padrão Globo de Qualidade e transformou a modesta TV Globo na poderosa rede que todos nós conhecemos. Clark trabalhou por cerca de dez anos na TV de Roberto Marinho e revolucionou a história não só daquela emissora, como de toda a televisão brasileira.

Gosto muito do assunto televisão e sempre fui um telespectador muito atento. Depois que conheci a Internet, deixei de acompanhar o vira-e-mexe das grades de programação, mas nunca de ler sobre o assunto. Tenho livros, leio blogs e participo de discussões sobre o tema. No Brasil, a TV é a maior instituição cultural de todas, muito mais do que o carnaval e o futebol. A Globo, emissora líder há mais de trinta anos, chega em locais onde nem mesmo os Correios conseguem penetrar. Muita gente por aí não sabe o nome do vice-presidente da República, mas lança – sem pestanejar – o elenco completo da novela das oito.

Interessante é notar que este poderio todo se construiu nos anos 1970, basicamente, a partir da inteligência fora do comum de Clark (diretor geral da Globo, à época) e Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então diretor de produção), sujeitos que souberam aproveitar o time de Roberto Marinho – um velho esperto o suficiente para saber que seu negócio eram os jornais e que a sua TV deveria ficar nas mãos de experts. O duo Boni-Clark e seu padrão de qualidade, quando vistos com calma, nada mais são do que um conjunto de diretrizes bastante básicas, mas até hoje adotadas por completo apenas pela Globo.

Por exemplo, uma imagem límpida e sem chuviscos nos televisores. A maioria das grandes redes – SBT, Record, Bandeirantes e RedeTV! – ainda hoje desrespeitam o mercado consumidor das pequenas cidades (a rigor, maior que o das grandes, afinal, o Brasil interiorano é imenso) oferecendo um padrão técnico abaixo de péssimo, com som e imagem repletas de fantasmas e chiados. No interior das redes, a padronização tecnológica ainda é extremamente lenta e obsoleta, não atende às necessidades de mercado. Rio Grande, por exemplo, é extremamente mal atendida pelas retransmissoras da RedeTV! (TV Pampa de Pelotas), TVE (TV OVO, isso mesmo!) e Record (TV Nativa). O SBT, nem se fala. Por ser UHF, o sinal de Silvio Santos é instável e extremamente volátil às intempéries climáticas, ao período do equinócio (procurem no Google) ou ao mero mau-humor dos transmissores.

A Globo também leva vantagem na programação. Criou um padrão estético único entre as TVs mundiais, é plasticamente bela, mas não só isso. A Rede Globo, ao longo dos anos, conseguiu imiscuir-se na realidade brasileira, alterar seus hábitos, intervir no relógio biológico das pessoas. O Jornal Nacional às 20h15 não está ali por mero acaso. Ele vai ao ar na hora em que os trabalhadores estão chegando em casa. Eles jantam e, ao mesmo tempo, ouvem as notícias que serão digeridas, lentamente, depois, durante a novela. E sempre tem sido assim, nos últimos 40 anos.

Você sabe que a Globo está transmitindo novelas e telejornais à noite. Mas não sabe se o SBT passará shows ou filmes. Nem se a Record terá aquela mesma novela de ontem ou uma pregação de pastores. Só a Rede Globo conseguiu uma programação estável ao longo destes anos, um pouco por teimosia e ousadia, claro, mas muito por perseverança.

A Rede Globo não nasceu líder. Foi com a ajuda dos milicos e do capital estrangeiro que ela chegou ao topo, mas seria simplista pensar apenas nisso. O “plim-plim” tornou-se o que é por conta dos diretores que viram nas brechas da concorrência o caminho para a liderança. E até hoje é assim, porque nenhuma emissora (mesmo a Record, com todo o dinheiro que tem), consegue esperar pelos resultados, qualificar a audiência, insistir na mesma grade até que o público se acostume com ela, enfim, usar as armas da Globo. A TV brasileira, com exceção da própria “Vênus Platinada”, continua a mesma anti-profissional dos anos 1960. E essa é a conclusão óbvia que eu tiro do livro de Clark, uma obra escrita – ironia! – há quase vinte anos!

Papareias (3)

05/11/2009 por Chico Cougo

RIO GRANDE (chuvas e mais chuvas) – Estar em Rio Grande é, inevitavelmente, passear pelas minhas mil memórias. Fui tão abruptamente acostumado à vida em Porto Alegre que pareço ter saído daqui no milênio retrasado, o que só aumenta meu saudosismo em relação a quase tudo.

Hoje, por exemplo, fui pagar umas contas na Lotérica Timão – aqui pertinho de casa – e comecei a lembrar das “gurias do Rudi”, também conhecidas como “timonetes”, as moçoilas que atendem na casa. O Rudi (acho que se chama Rudinei), é o dono da lotérica, patrão das meninas. Elas atendem nos caixas e são trocadas periodicamente, acho que a cada seis meses ou um ano. Devem pertencer a algum programa de primeiro emprego do governo, essas coisas da Caixa Econômica.

Pois quase todas as minhas conhecidas aqui da Cidade Nova já passaram pela Lotérica Timão. Das feinhas às “coisinhas”. As timonetes são louras, morenas, ruivas, magrinhas, gordinhas, coxudas, gostosas… Aliás, a maioria delas foi ou é gostosa, porque este bairro aqui é relativamente farto de “coisinhas” – tudo dentro dos padrões papareias, portanto, nada de tão exuberante quanto as queridas porto-alegrenses.

Há três ou quatro anos, quando eu ainda morava em Rio Grande, cheguei a me apaixonar por uma das “gurias do Rudi”, Vanessa, uma loura lindíssima que atendia na matriz da Cristóvão Colombo e, mais tarde, na filial da Aquidaban. Vanessa, esguia Vanessa… Até hoje sonho com ela, malvada… Descobri seu nome através do Orkut, nos primórdios do hoje consagrado SCI (Sistema Chico de Informações), depois de muito catar. A moça passava todos os dias aqui na frente de casa, bem diante dos meus olhos. Em 2005 ou 2006, nos víamos todos os dias, eu na parada do ônibus – à espera do glorioso “Cassino-Cidade Nova” (Via FURG) –, ela à caminho da Timão.

Claro que nunca lancei mais do que olhares perniciosos em direção à moça. Como nunca fui o que se pode chamar de Prêmio Nobel da autoestima, sempre a considerei areia demais para meu Ford Bigode. E assim, naturalmente, ela sumiu da minha vida, não sem antes ganhar o carinhoso apelido de “Musa da Jogatina”, numa época em que todas as minhas paixonites viravam musa de alguma coisa. Vanessa deve morar aqui perto de casa, ainda. Gostaria de revê-la.

Ah, claro! Devo dizer que o Rudi continua acertando a mão na escolha das “timonetes”. Hoje encontrei duas que, se eu ainda fosse um papareia radicado na terrinha, estariam automaticamente classificadas como futuras musas.

Papareias (2)

02/11/2009 por Chico Cougo

RIO GRANDE (ah é, tenho que estudar) - Eu poderia escrever que tomei um sorvete bacana na 24 de Maio com 19 de Fevereiro (esse mapa de Rio Grande é quase um calendário!), ou ainda que passei uns bons minutos no Cemitério Ecumênico à procura da lápide dos marinheiros envolvidos na Questão Christie (foi a quarta vez que fiz isso, todas infrutíferas…). Também poderia dizer a vocês que fiquei impressionado com a decadência final do Figueiras Shopping depois que a Aquidaban virou “mão-única” (ah, hífen não existe mais neste caso, né?), mas não vou gastar meus dedos com nenhum destes assuntos. Por quê? Simples. Estou com preguiça, com desânimo, “repunado” como se diz por aqui. Morri, mas esqueceram de deitar. Esta vinda não tem nada de emocionante, nem tédio. Só umas horas de sono, uns afagos no meu velho cusco Pingo, uma caminhadinha aqui, umas horinhas na frente da TV ali e pronto.

Tá bom, eu lanço alguma novidade. Deixa ver… Ok, lá vai. O Twitter é mais fácil de atualizar na Internet discada, portanto, acessem-no e acompanhem algumas “pipocadas” da terrinha por lá também. O endereço para os cadastrados é @chicocougo (sigam à vontade). Para os não cadastrados (e que não querem aderir ao site do passarinho azul), basta clicar neste link. Quem não quer clicar em nada pode ler minhas tuitadas neste mesmo batblog, ali na batcoluna lateral.

Agora vou dormir. Tchau!

Papareias (1)

02/11/2009 por Chico Cougo

RIO GRANDE (quente pra dedéu!) – Eis aqui o papareia em seu habitat natural. Desculpem minha ausência, mas as conexões de Internet aqui no QG dos Cougo são precárias e também não tive muito o que blogar nestas pouco mais de vinte e quatro horas em Rio Grande. Até pensei em escrever algo sobre o sonolento GP de Abu Dhabi, a última prova de F1 neste ano, mas acompanhei a corrida entre uma garfada e outra e não acho que meus bolodórios possam ser convincentes ou importantes.

Na realidade, só estou oficialmente em Rio Grande, porque – na prática – minha vida papareia ainda não foi retomada. Dormi, vi TV, li uns bagulhos, olhei o sol rachando a Avenida Pelotas, me pilhei para andar de moto, me despilhei ante o calor, não visitei ninguém e muita gente ainda nem sabe que estou aqui. Amanhã ou depois, quem sabe, eu mostro a cara, saio na rua, vejo meus vizinhos e amigos. Ando meio sem graça nas últimas semanas, sem muita vontade de fazer as coisas que sempre faço quando chego “em casa”.

Sem vontade, inclusive, de blogar. Acontece. Volto amanhã ou depois, se houver alguma novidade mais interessante do que a de que, finalmente, estão instalando uma rede de esgoto na minha rua, a Avenida Pelotas.

I go from my cafofo

30/10/2009 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (mas vou perder a Feira do Livro…) – Bueno, mais um dia de fracabochismo aqui no blog. Motivo: minha mãe já fez o que de mais importante havia planejado por aqui e, amanhã, vamos embora para Rio Grande. Vou ficar até o dia 9 ou 10 por lá, algo bacana para recarregar as baterias e, ao mesmo tempo, desesperador, afinal, vou perder quase toda a Feira do Livro por aqui.

Bueno, não tem jeito. Remediado está. Vou a Rio Grande descansar, rever uns amigos, dormir, pescar, pensar na vida, brincar com meu cachorro, andar de moto, fotografar algo, contar aos meus conterrâneos como anda minha vida na capital, aquelas coisas de sempre. Como pretendo ficar por bem pouco tempo, não quero fazer grandes estripulias. Quem sabe uma pequena viagenzinha, uma ida a Pelotas – me disseram que existe uma loja onde posso encontrar os discos de La Sole por lá – ou sei eu o que mais. Só não pretendo fazer grandes visitas. Oras, eu sou a visita! Não tenho obrigação de visitar ninguém. Os interessados que venham até mim. E tenho dito!

Durante minha permanência em terras papareias vocês já sabem: o blog fica “meio” parado. Se pintar aquele wireless abençoado ou algo do tipo, eu apareço. Se não, fiquem na saudade.

RedeTV!

29/10/2009 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (meio assim) – De volta, mas sem grandes alaridos. Minha querida progenitora ainda está aqui e deve ficar até sábado ou domingo. Depois disso, vamos embora para Rio Grande. Sim, vou curtir umas mini-férias.

Estar com minha mãe aqui em casa me faz mudar um pouco os hábitos. Uma coisa que se acentua, por exemplo, são as horas em que a TV passa ligada. Aumentam, e muito. Quase não assisto à televisão quando estou só, afinal, prefiro a Internet. Porém, quando recebo a visita familiar é diferente.

Zapeando aqui e ali, quase sempre atendendo às preferências de dona Ivanilda, fiquei surpreso com algumas das evoluções de nossa TV nacional. A RedeTV!, emissora que vi nascer e que sempre despertou minha simpatia, parece ter adotado um comportamento mais sério em sua grade de programação. Na última vez que acompanhei uma seqüência de atrações desta emissora, lembro de ter ficado revoltadíssimo com a subserviência e puxa-saquismo adotado pela rede em relação à concorrente TV Globo. Hoje, assistindo ao TV Fama (noticiário de fofocas), deu pra sentir uma mudança de perfil. Está bem menos “global” e muito mais “jornalismo de entretenimento”, como se diz. Antes o TV Fama era uma revista Tititi. Hoje é quase uma Contigo! em vias de se transformar numa Caras (e as pessoas, goste você ou não, curtem Caras).

Mesma regra vale para o Superpop, um dos poucos programas da RedeTV! que tem a idade da emissora – 10 anos. Apresentado por Luciana Gimenez (com a qual nunca simpatizei), o Superpop me pareceu bem menos “baixo calão” em suas pautas do que antes. Ontem, até levaram uma esposa desleixada ao palco para que ela fosse “recauchutada” e voltasse a despertar a atenção do marido, uma idéia original e feita com um capricho de produção antes não existente.

Parece que a RedeTV!, que acaba de se desvencilhar por completo das dívidas da extinta TV Manchete, está tentando achar seu espaço. Numa entrevista por aí, vi o vice-presidente da rede, Marcelo de Carvalho, dizer que a RedeTV! é cool, é o Mac das TVs brasileiras. Não sei, acho que ainda há muito o que ser feito para que a mais jovem rede de televisão do Brasil possa ser considerada “uma opção de qualidade”, mas certamente muita coisa mudou. Inclusive os anunciantes: em tempos passados, os comerciais da RedeTV! eram dominados por remédios para emagrecer, churrasqueiras elétricas e grill’s vendidos por ex-boxeadores. Eles ainda estão lá, é verdade, mas em bem menor medida e dividindo espaço com Unilever, Coca-Cola, AmBev etc. Isso é um sinal claro de qualificação de audiência.

Torço muito pela RedeTV!. Gosto do Pânico, acho que a emissora tem um ótimo jornalismo (sempre teve, inclusive com uma linha editorial “redonda” e honesta) e penso que o cast da emissora não é de todo ruim – embora muito poluído por ex-BBBs e apresentadoras como Sonia Abrão (que há uma década presta os maiores desserviços da TV brasileira). Se a antiga “rede de TV que mais cresce no Brasil” acertar a mão como promete, pode ser que se transforme mesmo na grande opção da televisão brasileira. Tomara!

Stand by

28/10/2009 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (voltaremos) – Macanudos e macanudas, este blog vai dar uma paradinha rápida por tempo indeterminado. Um, dois, três ou nenhum dia (nunca se sabe e eu adoro blogar). É que a progenitora do embaixador papareia nesta capital – também conhecida simplesmente como “minha mãe” – vai passar uns dias aqui em casa e sabem como é… Altos papos, umas voltinhas aqui e ali, pouco tempo. Sei que sentirão minha falta, mas estarei em boas mãos, saboreando o feijãozinho com charque da dona Ivanilda e aquelas coisas todas.

Depois desses dias de visita da madrecita, vou a Rio Grande passar uma curta temporada, dormir um pouco, rever uns “confirmados” (só os confirmados, não estou a fim de “extras”), pescar com seu Chico (desta vez venço ele!) e tentar esquecer que existe uma porcaria chamada UFRGS na minha vida.

Mas antes disso eu apareço por aqui. Prometo. Nem que seja pra dar uma espiadinha e ver como estão se comportando na minha ausência. Enquanto isso, o Memórias fica descansando, em stand by.

Besotes!