Última chance

10/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (cansaço batendo) – Meus queridos macanudos e macanudas, um aviso rápido: vocês têm pouco menos de 24 horas para votar no concurso “Com que roupa eu vou?”, que vai escolher a capa da minha dissertação, CantaMeuPovo. Várias pessoas já votaram, mas a maioria dos que acessam este modesto espaço memorialístico ainda não deu seu pitaco. Portanto, divirtam-se! As opções abrangem gremistas, colorados e indefinidos. São produções feitas com o que há de mais moderno na tecnologia computacional e gráfica, por desenhistas profissionais contratados à peso de ouro nos maiores centros do design gráfico internacional, a saber, Moldávia, Tchecoslováquia e Groenlândia. Além disso, cada opção foi dotada de características estéticas inspiradas nos maiores nomes da arte contemporânea, como Pablo Picasso, Andy Warhol e Salvador Dalí. Enfim, um espetáculo das artes!

Votem neste link!

573

08/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (saudades, já?) – Eu estava errado: não foram 571 as canções gravadas por Teixeirinha. Foram 573. Na contagem, esqueci de duas: Cachorro velho, gravada em um compacto duplo, pela Copacabana, lá pelos idos de 73; e Padre Zanatta, uma toada registrada em março de 1960, num 78rpm da Chantecler.

Bueno, a história merece mais detalhes e não é tão simples assim. É que Padre Zanatta não foi gravada por Teixeirinha, pelo menos não exclusivamente. O tema foi composto e registrado em disco pela dupla Rodrigues & Martins, provavelmente passo-fundenses. Teixeirinha, que devia ser amigo do duo, fez uma participação especial na gravação, declamando alguns versos. Infelizmente, imagino que não existam mais exemplares deste 78rpm valiosíssimo, provavelmente o único da dupla.

As informações sobre essa história toda só puderam ser apuradas graças ao empenho do advogado e escritor Israel Lopes, autor da primeira e única biografia do “Rei do Disco”, Teixeirinha – O gaúcho coração do Rio Grande.

Ah, e claro: Padre Zanatta vai entrar na Discografia que estou preparando como anexo para CantaMeuPovo. Por enquanto, são 573 fonogramas oficiais, mas vai saber… De repente aparece alguma coisa nova até o meio do mês, sabe como é…

PS: Faltam apenas dois dias para o fim do concurso “Com que roupa eu vou?”. Já votou? Não? Então, clique aqui.

PS2: No “baú de maldades”, Teixeirinha e… Silvio Santos!

À espera…

08/02/2010 por Chico Cougo

Numa noite dessas que nem deveriam ter começado, a encontrei. Estonteante. E como que à espera de palavras que teimaram em não sair. Fumaça de cigarro, cheiro de bebida, olhares perdidos, copos que se amontoam, sons ensurdecedores, vozes mudas… E ela. Sempre à espera. E eu. Sempre equilibrado na ponta de uma faca sem fio, de um modo ortodoxo de ver um mundo que, à rigor, já acabou – se é que existiu um dia. A vida é um filme, caros. A minha é um daqueles curtas que Gardel gravou em 1930, quando olhava para a câmera com um tom ameaçador e enigmático. Não, não sou Gardel. E nem a guitarra do Morocho. Estou mais para o Mano a mano que saía de sua garganta. Tenso, arrastado, quase morto de cansado da vida que não foi vivida. “Te engrupieron los otarios, las amigas y el gavión…”. Mas porque pensar em filmes e tangos, se ela segue ali, à espera? Não sei. E talvez porque eu pense em tudo isso é que ela siga assim. Eu poderia fazer do Mano a mano uma frase qualquer, um “fuiste buena, consecuente, y yo sé que me hás querido” ou um simplesmente “oi, este sou eu”. Mas não o fiz. E ela seguiu durante toda a noite que nem deveria ter começado, assim, à espera. E eu sigo, aqui, “rechiflado em mi tristeza”…


Rádio Chico

06/02/2010 por Chico Cougo

Depois que ela partiu eu fiquei triste… Nada mais pra mim existe…

Grande Nelson! Sabia das coisas…

Coisinhas (46)

06/02/2010 por Chico Cougo

Monica Belucci. Preciso mesmo comentar?

Admirável mundo novo

05/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (um por ano) – Não vou falar novamente (OK, talvez eu fale): tem muita gente passando pelo Memórias sem votar no concurso “Com que roupa eu vou?”, um desprestígio para com este blog, seu blogueiro-mor e sua cria, CantaMeuPovo. Se continuar assim, tomarei medidas drásticas!

Enquanto não aciono meus advogados, a boa do dia: minha prima Rossely passou no vestibular. A ex-bailarina da coxa grossa, que agora deve estar mergulhada em algum caminhão-tanque de cerveja por aí, vai cursar Letras (Português/Inglês) lá na minha saudosa e querida FURG. Seceuzita é a terceira da família que passa num vestiba federal: ano passado foi o Jeferson, irmão dela, no Direito da UFPEL e, em 2004, foi a vez deste que vos bloga, na licenciatura em História da FURG (putz, to velho!).

Fui um dos que não acreditou que Rossely ia passar. Não por falta de capacidades (muito pelo contrário), mas é que 2009 foi um ano bem atribulado para ela e o ENEM bagunçou a vida de todo o vestibulando brasileiro. Quando soube das notas que ela havia tirado nas provas, previ um eminente fracasso. Sorte a dela que eu estava errado.

Deixo aqui um registro de parabéns para esta que é a minha prima mais próxima. E um voto de torcida para que universidade seja, para ela, mais ou menos o que foi para mim: a porta de entrada para um admirável mundo novo.

Lá no América

04/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (vai ser na fumacinha, hoje) – Enquanto vocês votam no concurso “Com que roupa eu vou?”, que vai eleger a capa da minha querida CantaMeuPovo (sim, eu sei ser repetitivo), seguimos o ritmo de postagens curtas que nem coice de leitão. A de hoje, aliás, é apenas um jabaculê para o meu outro blog, América Macanuda, que segue de vento em popa, principalmente depois que estreei o novo visual. Hoje, lá no macanudesco, falo sobre o “Brinco de princesa”, terceiro álbum da cantora Shana Müller (uma das minhas preferidas). Comprei o disco ontem, ouvi umas 259 vezes e resolvi escrever algumas linhas sobre ele. Já adianto: elogiei bastante, porque o CD é realmente muito bom e vale cada um dos quatorze reais que custa (uma bagatela, aliás!).

Bueno, o link para o “continente musical” é este aqui. Leiam e deleitem-se!

Votem, votem e votem!

02/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (falcas…) – Tem um texto novo logo abaixo, mas o topo do blog vai seguir ocupado pelo concurso “Com que roupa eu vou?”. Para quem chegou à Terra hoje e ainda não sabe do que se trata, uma explicação rápida: estou escolhendo a capa da minha dissertação, CantaMeuPovo, e produzi três modelos experimentais que estão em votação. O modelo vencedor será a capa da minha filhota acadêmica. Para ler as regras do concurso, conhecer as candidatas e votar, clique neste link!

Já aviso que a disputa está pendendo para uma das candidatas, mas a expectativa é de um final renhido, cabeça-à-cabeça na reta final. Aguardemos!

Ah, e outro aviso: hoje, 131 pessoas passaram por este blog. Apenas sete (7) votaram. Pô, daí vocês me decepcionam! Custa escolher uma das candidatas, abrir a janelinha e votar? Não desamparem o tio aqui! E não se acanhem! Humpf!

Triste verão

02/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (Chico em estado líquido) – Não dá: Porto Alegre não tem infra-estrutura pra tanto calor. Hoje, a temperatura média ficou nos 37 graus. Amanhã, a previsão indica um aumento para 38. E eu, honestamente, não sei como vamos agüentar. Há três dias meu ventilador gira na velocidade máxima 24 horas. E o vento que sai dele é quente, como também é a água do chuveiro (apesar dele estar regulado no “frio”) e das torneiras.

Fato é que os gaúchos não têm capacidade física para suportar todo este calor. Basta andar pelas ruas para constatar isso. Durante o verão, as pessoas daqui transitam com os olhos semi-cerrados, com uma expressão de tristeza e desolação, clamando ao clima que ele se torne ameno. No sol ou na sombra, a sensação é quase sempre infernal. As crianças choram, irrequietas. Os idosos passam mal. Os olhos dos trabalhadores ardem e doem, porque o salgado suor encharca suas pálpebras. E o que dizer daqueles que, como eu, precisam acelerar seu ritmo de trabalho, mesmo que o dia esteja escaldante e que o desânimo impere?

Não adianta, somos do frio. Passamos 70% do ano com temperaturas abaixo dos 20 graus; nossos guarda-roupas possuem muitos mais casacos e calças, do que regatas e bermudas; temos habilidade para suportar as baixas temperaturas, porque aprendemos a viver sob a intempérie delas; criamos cafés, fondues, chocolates e cobertores (muitos cobertores!) para transformar nossas tardes grises em agradáveis momentos de convívio. Dá gosto viver no inverno, porque nele o tango e a milonga se tornam temas adequados. E porque podemos amar nossas amadas com toda a ternura, mesmo que em sonho – ou alguém consegue realmente ter algum sonho bonito neste calorão?

OK, um ou outro dirá que o verão é o tempo das ‘coisinhas’ em trajes menores, das belezas expostas etc. e etc. Mas, francamente, seria esta “vantagem” tão importante assim para arrefecer tudo de realmente chato que esta época do ano proporciona? Seria o fato de vermos mulheres em trajes diminutos o suficiente para esquecermos que, nesta época, ninguém consegue trabalhar direito, nem de dormir, nem tomar café, nem ir ao cinema, nem usar perfume, nem dormir “de conchinha”?

Ora, ora… Nada me convence de que este calor está a léguas de superar todas as benesses do bom e velho frio gaúcho. Minuano, companheiro de tantos invernos: chega logo! Estamos a tua espera!

Com que roupa eu vou?

01/02/2010 por Chico Cougo

PORTO ALEGRE (que chova e esfrie) – Hoje foi dia de arrematar mais um capítulo de CantaMeuPovo. “Gaúcho andante”, o 5º, está 90% pronto, à espera apenas dos pitacos avalizados de Dr. G e de alguns micro-detalhes, três notinhas de rodapé, para ser mais exato. Na matemática da finaleira, falta revisar a Introdução, escrever um parágrafo do capítulo 4, escrever a Conclusão (já comecei), fechar os anexos e… Escolher a capa. Só que esta última etapa eu não vou fazer sozinho, porque vocês vão me ajudar.

Isso mesmo! Com vocês, o concurso “Com que roupa eu vou?”.

Calma, eu explico. Depois de muito pensar, fiz três modelos de capas para a “versão de defesa” de CantaMeuPovo. Nenhum dos três modelos é 100% definitivo, até porque o título completo do trabalho ainda não foi definido, mas as três opções dão uma base de como será o rosto da menina. Acontece que eu estou meio indeciso, sou um cara mui democrático, essas coisas… Daí, lembrei de vocês e resolvi que cada um votará em seu modelito predileto. A capa com mais votos receberá a roupagem final e caprichada, passando a fazer parte do trabalho.

Bueno, antes de apresentar as opções, algumas observações. 1) Votem NESTE POST! Não aceitarei votos via Orkut, Facebook, Twitter, email ou em outros textos aqui do blog. Abram os comentários desta postagem e votem; 2) Ao votar, IDENTIFIQUE-SE. Para não ferirmos a lisura deste certame, é fundamental que cada um revele sua identidade no momento do voto; 3) Cada um poderá votar APENAS UMA VEZ e em APENAS UMA OPÇÃO. Não se enredem!; 4) Será aceita a modalidade de VOTO COMENTADO, ou seja, “Chico, escolho a opção tal por tais e tais motivos”. Quem quiser votar em silêncio, sinta-se à vontade; 5) O prazo de votação vai até dia 10 de fevereiro, podendo ser estendido conforme as necessidades.

Agora sim, as opções em comentários rápidos:

1) Capa em tons azuis, com foto clássica de Teixeirinha. Esta fotografia data de 1961 e é parte do primeiro cartão-resposta enviado por Teixeirinha e Mary Terezinha a seus fãs. No original, Mary aparece logo ao lado, com seu acordeom no chão.

2) Capa em tons vermelhos, com foto de Teixeirinha publicada na revista Contigo, em 1968. Esta foto mostra um Teixeirinha sem bigode e trajado à gaúcho, cantando no quintal de sua casa, em Porto Alegre. Errata: no título provisório, onde se lê “música”, leia-se “musical”.

3) Capa-disco. Uma invenção que, a princípio, fora minha idéia fixa de capa. Deu trabalho, essa. Na realidade, trata-se do disco “Canta meu povo” (Continental, 1977), mas o rótulo (esse círculo branco, no centro) foi completamente revitalizado e as informações foram alteradas. O ano, por exemplo, foi alterado de 1977 para 2010. O título do disco é, agora, o título da dissertação. O nome das faixas foi trocado pelo nome de cada um dos capítulos do trabalho, e o autor – que antes era identificado como Vitor Mateus Teixeira – virou Francisco A. Cougo Junior (eu, claro).

Lembrem-se: estes são modelos de teste. Não estão 100% bem acabados, porque vou aguardar pela mais votada e, só depois, farei todos os ajustes necessários. Para visualizar cada uma das opções em alta resolução, basta clicar sobre as imagens.

Agora, votem!