PORTO ALEGRE (aqui, segue firme!) – Senhoras e senhores, apresento minha mais nova empreitada blogosférica: América Macanuda. Sim, um novíssimo blog saindo do forno. Outro? – perguntará o nobre leitor. Sim, outro.
Faz tempo que meu terceiro filho, ops, digo blog, vem sendo produzido. Na verdade, toda aquela minha cobertura do inesquecível show de Soledad me despertou para a idéia de que existem poucos espaços na Internet brasileira voltados à discussão e divulgação da canção regional sul-americana. O América Macanuda é, por assim dizer, um barcão, uma arca que pretendo preencher com essa gente boa da Argentina, Uruguai, Paraguai e do sul do Brasil. Uma idéia meio louca e ousada, como quase todas as minhas idéias, mas ainda assim viável.
América Macanuda já está lá, embora com poucas atrações. Blog é um negócio que não surge do dia para a noite e muito menos fica popular rapidamente. Assim, aos poucos, vou ajeitando o que for necessário, postando com regularidade e dando forma à coisa.
Bem, algumas considerações importantes. Primeiro, o América Macanuda não suplanta o Memórias do Chico. Ao contrário. Aqui, sigo nos meus devaneios pessoais, nas minhas implicações e papagaiadas já conhecidas. Lá, faço o espaço dos artistas, dos discos, da música. Seguirei postando em ambas as páginas.
Até porque gosto muito de blogs. A coisa começou há três anos, quando surgiu o Revivendo Teixeirinha (que hoje não recebe mais atualizações), uma página que já ostenta quase 100 mil visitas. Depois veio o Memórias, que já vai a heróicos 24 mil acessos. Agora chegou a vez de falar dessa arte que tanto me seduz, a música que escuto cada vez mais.
Outra: América Macanuda é a primeira concretização do meu “Projeto 2010”, isto é, investir naquilo que me dá tesão e recompensas bacanas. A Internet, digam o que disserem, é o maior barato, me permite escrever e explorar toda a minha criatividade, não tolhe os meus pensamentos e me abre mil portas. Enquanto o meio acadêmico – para ficar no meu exemplo mais palpável – é nutrido pela imbecilidade e competição irascível de quase todos que o habitam, não permitindo que se crie nada de realmente novo e nem que se invista na produção como algo a ser explorado e espalhado (a maioria dos trabalhos apodrecem nas bibliotecas, sendo lidos por meia dúzia de gatos pingados), a web revoluciona, abre portas, gera valorização e impulso. Vou investir cada vez mais na rede porque ela é o futuro. E este blog novo é parte disso.
Bueno, já falei demais. Agora deixo a vocês meu novo orgulhinho, o América Macanuda. Acessem, opinem, cliquem, descubram-no (embora ainda não haja tanto assim o que descobrir) e divirtam-se!
RIO GRANDE (hora de vazar) – Ontem falei sobre o poderio da Rede Globo de Televisão e sobre como eu o percebo agora que li a autobiografia do homem que fez da emissora global a maior de todas – Walter Clark (foto). Escrevi o texto motivado pelas leituras que fiz, mas também porque aqui em Rio Grande eu assisto muito à televisão aberta, especialmente Globo, SBT e RedeTV! – os canais que a turma curte.
RIO GRANDE (quase indo) – Estou a poucas páginas do fim de O campeão de audiência, a autobiografia de Walter Clark, o já falecido gênio que criou o Padrão Globo de Qualidade e transformou a modesta TV Globo na poderosa rede que todos nós conhecemos. Clark trabalhou por cerca de dez anos na TV de Roberto Marinho e revolucionou a história não só daquela emissora, como de toda a televisão brasileira.
PORTO ALEGRE (mas vou perder a Feira do Livro…) – Bueno, mais um dia de fracabochismo aqui no blog. Motivo: minha mãe já fez o que de mais importante havia planejado por aqui e, amanhã, vamos embora para Rio Grande. Vou ficar até o dia 9 ou 10 por lá, algo bacana para recarregar as baterias e, ao mesmo tempo, desesperador, afinal, vou perder quase toda a Feira do Livro por aqui.
PORTO ALEGRE (meio assim) – De volta, mas sem grandes alaridos. Minha querida progenitora ainda está aqui e deve ficar até sábado ou domingo. Depois disso, vamos embora para Rio Grande. Sim, vou curtir umas mini-férias.
... Historiador, professor, “rato” de arquivo e piloto virtual. Nasceu em Rio Grande, no longínquo 1987, e diz que não morre sem ver um brasileiro campeão de F1. Torce pelo Sport Club Rio Grande, vovô do futebol nacional. É fã de Carlos Gardel e Soledad Pastorutti, mas desenvolve pesquisas sobre a vida e a obra do gaúcho Teixeirinha. Atualmente, vive em Porto Alegre, revirando porões empoeirados, descobrindo o mundo da música ao vivo e acariciando o tempo, aquele “tesoro, que se roba sin sentir”. Email: chicocougo@gmail.com
