PORTO ALEGRE (tudo acaba) | Noticiado pela imprensa especializada, o acordo entre a equipe Williams e o piloto brasileiro Bruno Senna deve ser anunciado nos próximos dias. O sobrinho de Ayrton, que barganhou um assento na equipe inglesa com os 30 milhões de dólares do milionário Eike Batista (seu patrocinador), terá mais uma chance de mostrar a que veio, desta vez no mesmo time pelo qual seu tio morreu, dezoito anos atrás.
Com a definição da Williams, fica praticamente certo o fim da carreira de Rubens Barrichello na Fórmula 1. Uma trajetória longa. A maior de todas, diga-se de passagem.
Desde 1993, foram 326 grandes prêmios disputados, 64% dos quais concluídos na zona de pontuação. Barrichello é o sétimo maior marcador de pontos da história da F1 (658). A partir do Grande Prêmio da Alemanha, em 2000, venceu 11 vezes e largou na pole em outras 14 ocasiões. Pódios foram 68. Equipes, seis.
Em 2002 e 2004, Rubinho obteve suas duas maiores façanhas, os vice-campeonatos pela Ferrari. Em ambos, o brasileiro ficou atrás apenas do imbatível Michael Schumacher, companheiro do qual se tornou uma espécie de desafeto público anos depois.
Em qualquer outro país, Rubens seria tratado dignamente pela respeitável e sólida carreira que construiu. No Brasil, contudo, o piloto virou motivo de chacotas. Seu maior azar, dizem, foi ter sido considerado o herdeiro direto da tríade Fittipaldi-Piquet-Senna, um posto que ele próprio preferiu assumir, talvez sem ter ainda a devida maturidade. Campeão das fórmulas Opel e 3 Inglesa no início dos anos 90, Rubinho era mesmo o sucessor natural da geração campeã da década anterior. A inesperada morte de Senna em 94 e o peso que recaiu sobre os ombros do jovem paulista, contudo, o transformaram num desportista pressionado, instável de resultados e emocionalmente vulnerável. Com o tempo, perdeu o respeito dos compatriotas.
Uma pena. Rubens é um cara querido entre seus pares, sujeito brincalhão que às vezes peca pelo excesso de confiança e a falta de autocrítica. Não deixa seu nome entre os maiores de todos os tempos – para tanto lhe falta o título nunca conquistado – mas, certamente, proporcionou momentos inesquecíveis aos amantes do esporte à motor – vide as memoráveis vitórias em Hockenheimring, em julho de 2000 (no vídeo abaixo), e em Valência, em agosto de 2009.
Particularmente, vou sentir falta de Rubinho. Há anos não torcia mais por ele, não o achava um piloto na melhor forma e tampouco tinha esperanças de que ele fosse conquistar algo de importante na categoria. Apesar disso, sempre o vi como um cara gente boa, o tiozão sem-noção que toda a firma (boa ou ruim) tem.
Vai ser estranho não ver o capacete branco, azul e vermelho no grid, daqui dois meses.
Barrichelo herdou o peso (enorme!) de ser o Substituto imediato de Ayrton Senna após 1994.
Era demais pra ele…
Era demais para qualquer Ser Humano naquela ocasião!
Foi vítima do imediatismo da Globo e da necessidade infame de se criar um Novo Ídolo da noite pra o dia. Rubens Barrichelo era apenas um mortal…
Mas é um fraco mortal.
Não o considero um “Vencedor”.
Se ter uma carreira na F1 torna qualquer um, um “Vencedor”, então Satoro Nakajima – apelidado de CEGO nos boxes – também é um!!!! hehehehe…
Foi um cordeirinho nas mãos das Grandes Equipes e Construtoras da F1.
E sempre agiu como um Merda diante de tudo isso. NUNCA se impôs. Era um chorão. Um bebê mimado.
Faltou-lhe CULHÕES para bater pé; ou talvez fosse ciente de suas limitações.
Passava a nítida impressão de que ele próprio não acreditava nele!
Pagou caro por isso!
Teve que engolir Nelson Piquet dizer “Po, vocês ainda comemoram? Eu acho uma vergonha esse cara recém vencer uma Prova, na idade em que esta!” – quando venceu tardiamente sua primeira corrida de Fórmula 1.
Barrichelo foi um mero figurante no Circo da F1.
Nada mais que isso.
Essa é minha opinião, é claro!
Agora que encerrou a carreira, vai chover hipocrisia de pilotos e do Reginaldo Leme o exaltando e deixando para daqui a 20 anos o fato de assumirem publicamente que Barrichelo foi um merda.
=)