
PORTO ALEGRE (amigos míos…) | Era janeiro de 2004. Eu contava dezesseis anos de existência, tinha muitos sonhos, poucas e ruins ideologias, algumas certezas e uma trajetória apenas média. Não lembro ao certo em que dia foi, mas em uma manhã qualquer daquele verão eu ouvi meu nome no rádio pela primeira vez.
Vestibular. História. Licenciatura. FURG. Aprovação. Segundo lugar.
Seis palavras e a realização de um sonho, o de estar naquela elite que acredita ser mais do que realmente é. Ver e ouvir meu nome no famoso listão – sonho de boa parte dos meninos e meninas da mesma classe média baixa de onde provenho – foi meu primeiro registro consciente de vitória pessoal. Eu esperava muito por aquele momento, havia dedicado muitas horas ao vestibular, me privara de quase tudo o que realmente gostava de fazer por mais tempo de estudo, sonhava, ambicionava e acreditava naquilo.
Quando o resultado veio, fazendo romper uma barreira que há mais de cem anos afastava a maior parte da minha família dos bancos acadêmicos, só pude respirar aliviado e comemorar.
Desde lá, foram oito longos anos. O menino riograndino de poucas e ruins ideologias mudou muito: perdeu a metade dos sonhos pelo caminho, ficou sem nenhuma certeza de nada, se move por outro tipo de utopia e já não é mais tão inexperiente a ponto de deixar-se engrupir por qualquer discurso pronto. Errou, é verdade. Quando descarregou praticamente todas as energias no “sonho da História”, quando acreditou que só competência bastava, quando votou nos Branco – sim, amigos, já fiz muita bobagem nesta vida! –, quando comprou as maiores brigas do mundo por quem não merecia…
Mas, afinal, quem não erra?
Há dois dias, como se a vida fosse um ciclo que termina e recomeça periodicamente, meu nome apareceu novamente em um listão.
Vestibular. Arquivologia. UFRGS. Aprovação. Primeiro lugar.
Menos de meio mês atrás, havia surgido mais uma vez, desta feita em uma lista bem menor, a do “ingresso diplomado” para Arquivologia – que me privou (mas não impediu) da necessidade de ser aprovado no vestibular.
Logo eu, que há tanto tempo não via meu nome em lista alguma.
Dia 5 de março, quando eu cruzar uma das roletas da FABICO – agora sim, como aluno da UFRGS – quase nada será como oito anos atrás. Meus cabelos, parte das minhas crenças, meu pai e minha paciência se foram. Minhas esperanças de que é possível mudar alguma coisa – ainda que num espectro bem pequeno – seguem firmes (e a isso chamamos de utopia).
E tomara que eu consiga mudar alguma coisa, já que na História não pude fazer tudo o que eu gostaria.
E assim seguimos. Venceremos.
É isso ai amigo. Garra e determinação.
Sucesso sempre.
Alex Santos
Campo do Brito/SE
P.S.: Este ano de 2012 provavelmente saira o concurso do estado de Sergipe na área de educação. Caso se interesse… Quando sair o edital te aviso. Abraço!!!
Como vai velho amigo?
Estava eu em uma árdua, porém prazerosa busca por uma foto sua entre todas essas redes sociais, afim de que a mesma ilustrasse seu número de contato em meu celular quando me deparei com esse seu post aqui no Blog. Cara sendo o mais “Eu” possível eu diria com voz de Dercy Golçalves: “Mas que P… esse post ficou do Car..”!!!
Grande amigo fico feliz por suas conquistas, pois elas são minhas também e ler sobre aquele longínquo ano de 2004 me fez voltar no tempo quando eu também apenas tinha meus 18 anos e tive a sorte de mesmo deixando meus pais para trás ter cruzado com pessoas tão maravilhosas dentre as quais destaco você e sua família que me acolheram de forma tão carinhosa e gentil.
Confesso que lagrimas vieram aos meus olhos por uma saudade esquisita de um tempo em que acho que pensávamos ser heróis, pois podíamos tudo e tudo iriamos alcançar. O tempo passou como você disse e a realidade é bem outra. Tirando o fato de que nossa amizade acredito eu será eterna ( e faço votos disso) nossas vidas se cruzam em nossos diplomas de historiadores e em grandes lembranças daqueles churrascos maravilhosos em sua casa ao seu lado, ao lado do Moisés de sua mãe e figura única da qual sempre terei boas e saudosas lembranças que é seu pai, o verdadeiro Francisco.
Pois é grande amigo, hoje você está se enveredando por novos caminhos na arquivologia e fico muito feliz por você. Talvez assim você não morra na fogueira como seu velho amigo aqui que se tornou um herege ao abandonar os caminhos da história e das ciências humanas e embarcar sem olhar para trás num mar de cálculos e equações demoníacas (pois não existe outra forma de defini-las) da Engenharia.
Mas, o que quero dizer com disso tudo é que estou muito feliz por você e que espero de todo o coração que seja lá qual for o caminho que trilharmos nesse novo ciclo que a cada momento de nossas vidas se apresenta a nós, que possamos nos orgulhar do que fizemos e acima de tudo do que compartilhamos de nossa boa e velha amizade. Te admiro muito cara e sinto muita saudade de você. Grande abraço do seu amigo de sempre…
Diego Morato ( mas pode chamar só de Carioca… Hahahaha).
Grande Carioca!
Palavras inesquecíveis, amigo velho. Comentar não é necessário.
Saudades imensas de quem segue sendo teu grande amigo, apesar das distâncias que insistem em existir!
Grande abraço,
Chico
Ai Chico o edital(link) do Estado de Sergipe para professor. Caso se interesse, seja bem vindo ao nosso estado.
http://www.pciconcursos.com.br/concurso/secretaria-de-estado-da-educacao-se-1700-vagas
Abraço,
Alex Santos
Valeu, Alex!